domingo, 11 de abril de 2010

“However far away I will always love you, However long I stay... I will always love you” Love Song - The Cure

Mais difícil que gostar de alguém e não ser correspondido é a incapacidade de corresponder ao amor que alguém sente por você.

Como explicar que não é tão simples assim gostar de alguém se quando se gosta simplesmente gosta! Não exige explicação, não comporta entendimento e nem requer permissão! Gosto de você e ponto. Redondo e conclusivo. Ponto.

Eu queria por vezes ter uma espécie de Windows Love, para poder formatar meus sentimentos, abrir espaço na memória, e não esperar a quarentena até poder excluir alguns vírus.

É difícil quando você cria espectativa em cima de alguém e esse alguem resolve que a vida é cheia de mudanças e dessa vez você não esta incluso na nova etapa, passe bem, beijo pra família.

E é mais difícil ter que mudar e explicar pra alguém que é ela quem cai fora, que vc vai continuar no mesmo lugar, e convenhamos que a lorota do “não te quero mal, apenas não te quero mais” nunca confortou nenhum coração partido.

Pensar que se tudo fosse fácil, que gostar de quem gosta da gente é a melhor coisa a se praticar, e dizer que isso é o que deve ser feito é a maior auto mentira! Quem é que disse que eu tenho que gostar de quem gosta de mim pra ser feliz? Que se eu me arriscar a quebrar a cara pra tentar conquistar um amor impossível eu vou estar só perdendo tempo? E se for só perda de tempo? O que é que tem? O tempo é meu! As lágrimas que eu vou derramar, alguém vai enxugar, mas a dor que eu vou sentir, só eu vou sentir! Mas e se der certo? Se eu me jogar de pára-quedas e der certo? Se por acaso bem na hora que eu estiver caindo AQUELA pessoa estiver passando, olhar para cima e abrir os braços pra me segurar? Eu vou dizer que não valeu a pena?

Tem uma música do The Smiths que diz: “And if a double-decker bus, Crashes into us... To die by your side Such a heavenly way to die, And if a ten-ton truck, Kills the both of us... To die by your side... Well, the pleasure and the privilege is mine”.

E diante dessa parte, que é a minha favorita, sempre defendi que Morrisey sabia das coisas, como eu posso negar que cada um é responsável pela sua felicidade? Digo por mim, se uma cuia de chima bem quente e um bom filme me forem oferecidos, já estarei 75% apaixonada. E eu sofro por viver assim? Por me entregar e me apaixonar fácil? Por amar demais e não dar conta das conseqüências? Sofro. Mas eu vivo intensamente, e acho que é a única forma de se viver por completo. Eu lá sei quanto tempo vou ficar aqui! Não vou desperdiçar o amor, seja qual for a forma que ele se apresente pra mim! Adotar um cachorro de rua, sumir no carro com uma amiga, trazer a mulherada pra dormir na minha casa depois daquela balada de meninas, me fantasiar das mil maneiras que eu posso ser pra conquistar um cara, incentivar alguém, orar por alguém, ou oferecer meu silêncio pra alguém. Todas essas formas de amor, pois é assim que eu as vejo, se apresentaram e se apresentam pra mim todos os dias e eu não desprezo nenhuma.

Eu amo poucas pessoas, gosto de algumas mais, mas ainda são poucas, mas o que sinto é extremo. E sou do tipo que fica com o coração dolorido quando tenho que escolher entre ir na casa de dois amigos, ou ter que dizer que o meu gostar é diferente do seu. Sou do tipo que fica decepcionada ao contar um segredo e ver que ele já virou manchete, do tipo que ainda acredita nas pessoas, e que ainda consegue ver que não é porque eu gosto de Doors e você de Latino que eu sou melhor que você (mas Doors ainda é melhor que Latino).

Sou do tipo que não tem tipo. Nem eu tenho tipo e nem as pessoas que eu amo tem tipo.

Me faça rir e você ganha o céu comigo. Me faça chorar e eu vou pensar em vc por meses. Me mande uma música boa e eu vou ouvir todo dia até decorar e lembrarei de você toda vez que ela tocar. Me “mostre” um cheiro e eu vou procurar por ele até cansar e ter certeza de que é o SEU cheiro, me leve pra jantar num restaurante mexicano e veja meus olhos brilharem quando a pimenta calabresa chegar ou compre hot filadélfia pra mim e veja eu encher a boca e comer tudo de uma vez e ao mesmo tempo voce vai sentir o “obrigada” no sorriso de boca cheia. Me ligue. Você nem imagina como eu fico feliz em ouvir a voz de alguém querido.

Use camisa pólo. Goste de cachorros. Goste de inverno e elogie meu chimarrão.

Não sou difícil de acompanhar, não sou chata e na verdade eu quero muito pouco da vida. Eu só quero amar. Amar tudo que eu puder e com uma força e uma garra que me dêem vontade de viver e buscar mais.

Só não diga que vai fazer algo e não faça. Ingratidão é o pior defeito pra mim e eu consigo identificá-la de mil maneiras. Se você disse que ia assitir “Curtindo a vida adoidado” pela centésima vez comigo, assista. E ache a cena dos Beatles a melhor do filme, mas não diga pra mim que acha aquilo o máximo e na hora de ir assitr o filme... sumir.

As pessoas que eu amo são simples, e buscam coisas simples na vida, gostar de alguém é simples, quem complica somos nós. As pessoas estão aí para serem amadas, e elas precisam aprender o verdadeiro significado de compreensão. Dizer que entendeu é facil, conviver com a luta interna do “não entender” é a maior guerra, e pior que isso é culpar os outros ou “o outro” pelo seu não entendimento.

Eu tenho culpa se o Johnny Depp não me quer? Não, não tenho. E eu tenho culpa se eu gosto do Lucas Lima da Sandy? Não tenho também. Culpa não é um instituto que a gente da de presente pra alguém quando não podemos carregar a verdade cruel. Culpa é jogar um fardo que vc na verdade, teve preguiça de solucionar, nas costas de quem você supostamente julga ser o responsável, só porque esse pobre Judas não corresponde ao que você sente, pensa ou faz.

Eu já não sei como concluir meu desabafo de hoje, só consigo ver que vou dobrar meus joelhos no chão, agradecer a Deus por mais um dia e pedir pra Ele que deixe perto de mim somente as pessoas que me amam de verdade e que podem me aceitar como eu sou.

O que eu quero viver a partir de hoje chama-se confiança. Não vou mais me explicar, meu amigos não precisam que eu fique me justificando e meus inimigos não vão acreditar no que eu disser.

Aqueles que entenderem o meu modo de amar e de manifestar meu gostar, vão me acompanhar involuntariamente e vão ter minha lealdade eterna. Os impacientes que me julgarem... paciência...uma hora eles vão entender o quanto a vida é rara.

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